segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A influência árabe nos nomes das estrelas

Todos os anos, nas noites quentes de verão do hemisfério sul, uma das constelações mais conhecidas dos brasileiros se destaca no céu. Trata-se da constelação do Órion, que é facilmente encontrada no céu, graças ao quadrilátero formado por quatro estrelas bem brilhantes. O conjunto é completado por três estrelas alinhadas na região central do quadrilátero: são as “Três Marias”, um dos asterismos mais famosos no mundo inteiro. A imagem abaixo apresenta o nome das principais estrelas.



Como você já deve ter percebido na imagem acima, vários nomes soam bem estranhos para um ouvido ocidental. São alguns dos muitos casos de estrelas que têm nomes de origem árabe.

A transmissão dos nomes árabes das estrelas se deu por duas vias: uma foi a tradução de obras astronômicas gregas para o árabe, com posterior tradução do árabe para o latim e o espanhol antigo; e a segunda com a chegada dos astrolábios aos centros de saber da Europa Medieval.

A proximidade do mundo islâmico com a China, possibilitou a chegada do papel na península arábica no século 8, facilitando a transmissão de ideias, filosofias e ciências em geral, por meio dos manuscritos. Este movimento mostrou-se decisivo, não somente para o desenvolvimento da ciência islâmica medieval, mas também na construção das bases da ciência moderna na Europa Renascentista.

O poder do papel na disseminação da Astronomia árabe é indiscutível, e os nomes das estrelas estão aí para não nos deixar esquecer. Graças ao papel (e ao astrolábio), sabemos que um dos grupos de estrelas mais conhecidos dos brasileiros – as “Três Marias” -, é formado por três estrelas que não se chamam Maria, Maria e Maria. Mas Alnitak, Alnilam e Mintaka, nomes de origem árabe.

Nomes indígenas árabes

Quem acha que navegar pelas estrelas é uma arte circunscrita aos marinheiros, está muito enganado. Os habitantes da península arábica se valiam dos astros para realizar suas viagens pelo deserto, e por isso, várias estrelas e conjuntos de estrelas, foram nomeados pelos povos nômades. Assim, vários nomes modernos das estrelas são verdadeiramente árabes, pois eram usados pelas tribos árabes muito antes de qualquer contato com a ciência grega. É o caso de Adhara, Almach, Alphard e Aldebarã (seguidor das Plêiades), que era usado tanto para o aglomerado das Hyades, como para a estrela alfa do Touro.

A Grécia chega ao Islã

A mais importante obra de Astronomia da antiguidade clássica é o Almagesto, do astrônomo Ptolomeu. Escrita no século 2, é uma valiosa síntese do conhecimento astronômico da civilização grega. Os modelos planetários contidos no Almagesto influenciaram decisivamente a Astronomia até o século 16. Essa obra foi preservada graças ao esforço hercúleo de tradução das obras clássicas que ocorreu no mundo islâmico, entre os séculos 8 e 10, durante a dinastia Abássida.

Além de modelos matemáticos para os movimentos dos planetas, o Almagesto continha uma seção com um grande catálogo estelar contendo 1.025 estrelas agrupadas em 48 constelações. Cada estrela era acompanhada de suas coordenadas, magnitude e de sua localização na constelação. Por exemplo, a descrição para a estrela alfa da constelação do Peixe Austral era: “aquela na boca do peixe, que é idêntica àquela no começo da água”.

Se passaram quase 800 anos até que o catálogo de Ptolomeu fosse finalmente estudado e revisado de maneira crítica, pelo astrônomo Abu Hussayn Abd al-Rahman ibn Umar al-Sufi. Nascido na Pérsia, al-Sufi (903-986) passou a maior parte da vida por lá. Mas apesar disso, seguindo o costume da época, escreveu seus tratados em árabe. Dentre seus vários trabalhos sobre Astronomia, astrologia e matemática, o mais marcante e ilustre, é o “Livro das Estrelas Fixas”, que teve como modelo o Almagesto. As descrições de localização das estrelas foram traduzidas do grego para o árabe, sendo frequentemente abreviadas para nomear as estrelas. Assim, temos o árabe Fomalhaut, “a boca do peixe”, emprestado da mencionada descrição de Ptolomeu para a estrela alfa do Peixe Austral. É o caso das estrelas Achernar, Algenib, Algol e Marfik.

O Livro das Estrelas Fixas é hoje uma referência de considerável relevância histórica. É uma contribuição genuinamente islâmica ao conhecimento das estrelas; apresenta uma revisão e correção de muitos dados de Ptolomeu; é uma tentativa de coletar e identificar um grande número de nomes árabes indígenas antigos; além disso, por meio de suas ilustrações, se estabeleceu uma tipologia padrão das imagens das constelações. É um verdadeiro manual das constelações, que se tornou dominante e influente por vários séculos, tanto no mundo islâmico como na Europa.


Constelação de Órion no “Livro das Estrelas Fixas” de al-Sufi. Manuscrito datado de 1009-1010 – Bodleian Library MS. Marsh 144.


Impacto na Europa Cristã

A Europa tomou conhecimento do Livro das Estrelas Fixas por tantas vias, que é difícil concluir qual a dominante, se é que houve uma. O que temos certeza é que cada uma delas teve seu papel na disseminação da obra de al-Sufi, e portanto, dos nomes árabes de diversas estrelas.

As primeiras traduções do árabe para o latim datam do século 12, formando o chamado “corpo latino” de al-Sufi, composto de inúmeros manuscritos propagando o uso de nomes árabes para estrelas. No século 13 o rei Alfonso X de Castela reuniu em sua corte sábios cristãos e judeus, que compuseram uma coleção de monografias astronômicas, que foram reunidas num grande manual conhecido como “Libros del saber”. Na parte dedicada às estrelas, foram incluídos muitos dos nomes árabes indígenas mencionados por al-Sufi.


No século 12 al-Sufi passou a ser conhecido em alguns círculos por “Azophi”, graças ao astrônomo judeu Ibn Ezra, cuja obra astronômica ficou famosa na Europa medieval.


Curiosamente um responsável de peso pela disseminação da obra de al-Sufi não era astrônomo. Trata-se do artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528), que dentre diversos dons, possuía os da pintura e gravura. Com o auxílio de um astrônomo, publicou em Nuremberg, no ano de 1515, a primeira carta celeste impressa na Europa. Nos quatro cantos do mapa norte, Dürer retratou quatro astrônomos que fizeram contribuições fundamentais para o conhecimento das estrelas. No canto direito inferior, encontramos “Azophi Arabus”, certamente influenciado pela obra de Ibn Ezra e pelas traduções para o latim.


Carta celeste de Albrecht Dürer. No canto inferior direito, o artista fez uma homenagem ao astrônomo persa (Azophi Arabus).

No século 16 os nomes das estrelas ganharam status, se transformando em objeto de estudo de filologistas e linguistas ocidentais. Um importante trabalho foi realizado na Universidade de Oxford, dando ainda mais visibilidade ao trabalho de al-Sufi. Trata-se da publicação da edição comentada do catálogo do astrônomo persa Ulugh Begh (1394-1449), por Thomas Hyde em 1665. O comentário de Hyde foi muito influente entre os astrônomos modernos, servindo de fonte de consulta sobre nomes árabes (tanto indígenas, como tradução do grego).

Após Dürer, vários autores fizeram uso dos dados do então popularizado Azophi. Pode-se dizer que mencionar Azophi conferia status aos mapas estelares produzidos.

O astrônomo e padre jesuíta Giovanni Battista Riccioli (1598-1671) tinha noção da importância do astrônomo persa. Em 1661 publicou o primeiro mapa detalhado da Lua na obra “Almagestum Novum”. Ao nomear crateras e outras características lunares, deu o nome Azophi a uma delas. Mais tarde, Azophi foi adotado na nomenclatura oficial internacional da Lua.


Mapa lunar de Riccioli. A seta verde indica a cratera Azophi.

Graças a essa homenagem, al-Sufi (ou Azophi) será mencionado entre astrônomos por muito tempo, assim como os nomes árabes de estrelas, que ele ajudou a eternizar.





quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

OVNI misterioso é flagrado 'observando' passagem de avião (VÍDEO)



O norte-americano Marc Abel flagrou um objeto prateado no céu enquanto filmava um avião que, segundo o conspiracionista, estava deixando um rastro de agentes químicos ou biológicos.

Um objeto estranho e um tanto arredondado foi visto "observando" a passagem de um avião, que estava deixando um rastro de fumaça. Para o autor do vídeo, não é uma fumaça qualquer, e, sim, uma trilha química.

Há quem acredite que aviões espalham agentes químicos e biológicos no céu para controlar o clima.

Enquanto Abel estava filmando o avião, no céu surgiu do nada um objeto voador não identificado que, pelo visto, estava observando a aeronave, escreve tablide britânico Daily Star.






Anteriormente, no estado norte-americano da Flórida, surgiu uma formação de nuvens muito estranhas parecidas com uma escada.

Muitos internautas não deixaram de opinar que o fenômeno tem dedo de extraterrestres.


FONTE: Sputnik

Suposta frota de OVNIs teria sido avistada sobrevoando rio da Flórida


Conspiracionista afirma ter encontrado objetos voadores não identificados sobrevoando um rio da Flórida, através de imagens do Google Maps.

Jennifer, a conspiracionista que teria encontrado os misteriosos objetos, afirma que eles estavam pairando sobre a água. Ela acredita se tratar de naves camufladas, segundo o tabloide Daily Star.






Em vídeo publicado no YouTube, Jennifer mostra detalhadamente o local, conhecido como rio Matanzas, onde três objetos tridimensionais pairam sobre a água, enquanto um quarto objeto estaria se aproximando da Terra.

A suposta teoria de Jennifer gerou uma série de debates na rede, onde internautas afirmam que os objetos não passam de aeronaves militares com avançadas tecnologias, enquanto que outros concordam com a conspiracionista e reforçam que os objetos fazem parte de uma frota de OVNIs que estão camuflados na Terra.


FONTE: Sputnik

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Sonda da NASA desvenda segredos impressionantes do Sol

© Foto / NASA


A agência espacial norte-americana divulgou os dados coletados pela sonda Parker durante a sua missão revolucionária na fronteira da coroa solar.

A missão, iniciada em 2018, efetuou medições a uma distância de apenas 24 milhões de quilômetros do Sol, ou seja, a metade da distância entre a estrela e Mercúrio, revelando que os buracos coronais poderiam ser a fonte de vento solar lento.

"Estas observações vão mudar fundamentalmente a nossa compreensão do Sol e do vento solar e nossa capacidade de prever eventos relacionados ao clima espacial", afirmou Justin Kasper, um dos autores do estudo, da Universidade de Michigan, em comunicado, citado pelo jornal The New York Times.

 O cientista destacou que a sua equipe está "realmente surpreendida com quão diferente é a coroa quando é observada de perto em comparação como a vemos a partir da Terra".







 Cientistas acabaram de anunciar as primeiras descobertas da sonda Parker em missão audaciosa rumo ao Sol. O que eles aprenderam mudou a nossa compreensão de como o Sol emite material e partículas, influenciando a Terra e todo o Sistema Solar. 

Ao analisar os dados, os cientistas da NASA chegaram à conclusão de que o próprio campo magnético do Sol poderia desempenhar um papel fundamental no aquecimento da coroa solar que, por sua vez, produz vento solar, uma corrente de partículas que é expulsa pelo Sol e chega à Terra alguns dias mais tarde.

É conhecido que o chamado vento solar rápido, dono de uma velocidade entre 500 e 1.000 quilômetros por segundo, provém das manchas solares ou buracos nos polos norte e sul da coroa solar.

No entanto, até agora era desconhecida a fonte do vento solar lento, que é composto em sua maioria por prótons e núcleos de hélio que, quando acelerados, interagem com o campo magnético da Terra e causam o aparecimento de auroras boreais e austrais. Ainda assim, este vento também pode ser perigoso para as redes elétricas e de telecomunicações e para os satélites que se encontram na órbita terrestre.


"Os primeiros três encontros da sonda até agora foram espetaculares. Podemos ver a estrutura magnética da coroa, que nos indica que o vento solar está surgindo de pequenos buracos coronais, vemos atividade impulsiva, grandes jatos ou recuos que presumimos estarem relacionados com a origem do vento solar", explicou Stuart Bale, da Universidade da Califórnia.

 Todavia, aquilo que realmente surpreendeu os pesquisadores foi uma série de giros no campo magnético solar. Trata-se de inúmeros giros de 180 graus.


"Estas interrupções provavelmente estão relacionadas a alguma espécie de jatos de plasma", opinou Bale.

 Os astrofísicos descobriram também que a parte externa da atmosfera do Sol é 200 vezes mais quente que a sua superfície. A sonda Parker também descobriu que há uma forte presença de pó cósmico nos arredores do Sol. Os cientistas conseguiram até obter imagens em alta resolução do fluxo do pó solar.




Nos próximos anos, a sonda da NASA vai realizar várias missões até emergir na coroa solar em 2025, ficando dessa forma a apenas seis milhões de quilômetros da superfície do Sol.

FONTE: Sputnik

Do tamanho de 40 bilhões de sóis: astrônomos descobrem maior buraco negro já catalogado

© AFP 2019 / EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY


O mais pesado buraco negro a ser catalogado até agora, dono de uma massa 40 bilhões de vezes superior à do Sol, ou seja, uns 2,5% da massa de toda a Via Láctea, foi encontrado por astrônomos.

Trata-se de um buraco negro que fica localizado na galáxia elíptica Holm 15A, no centro do aglomerado de galáxias Abell 85.

Astrônomos do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre e do Observatório da Universidade de Munique, na Alemanha, descobriram este "monstro espacial" através da avaliação de dados fotométricos do Observatório Wendelstein bem como graças às observações espaciais do maior conjunto de telescópios óticos do mundo, o VTL.

"Na realidade, não sabemos quão grandes os buracos negros podem ser", explicou um dos autores do estudo do Instituto Max Planck, Jens Thomas.

CC BY 4.0 / ESA/HUBBLE, M. KORNMESSER - Buraco negro supermassivo no coração da uma galáxia espiral NGC 3147 (imagem artística)

O buraco negro se encontra no centro da galáxia Holm 15A, que é galáxia mais brilhante de um aglomerado de centenas de galáxias Abell 85 e que está a 700 milhões de anos-luz da Terra. No entanto, a região central da Holm 15 A é difusa e tênue, sendo o centro mais tênue de qualquer outra galáxia conhecida. Ou seja, pode haver um enorme buraco negro.

Ao analisar o movimento das estrelas, astrônomos conseguiram relacionar a velocidade estelar com a massa no objeto que estas estrelas estão orbitando, revelando um buraco negro de 40 bilhões de massas solares no centro da galáxia Holm 15A.

De acordo com o artigo publicado na revista científica The Astrophisical Journal, trata-se do buraco negro mais massivo a ser analisado com uso deste método até agora.

Em termos de comparação, o buraco negro recém-descoberto é duas vezes maior que os últimos detentores de recorde e 10.000 vezes mais massivo que o buraco negro localizado no centro da Via Láctea. Sendo também entre quatro e nove vezes maior do que o esperado, tendo em conta a quantidade de estrelas da galáxia, aponta a pesquisada.

FONTE: Sputnik

sábado, 23 de novembro de 2019

NASA capta ondas sonoras de 'misteriosas naves' na Terra, segundo conspiracionistas




Conspiracionistas afirmam que câmeras da NASA teriam capturado ondas sonoras viajando através da Terra e emitidas por uma nova forma de tecnologia espacial.

Nas imagens divulgadas pela agência espacial é possível notar que as nuvens estariam sendo cortadas por algo, deixando um rastro ondulado por quilômetros, cita o tabloide Daily Star.

"O que estamos observando é algo atravessando as nuvens e criando um padrão que nós nunca havíamos visto", afirmou um dos conspiracionistas.





Os conspiracionistas Primos Blake e Brett acreditam que as ondas sonoras não foram captadas por coincidência, e que a NASA e a estação espacial sabiam o que estavam procurando.

O vídeo divulgado pelos conspiracionistas agitaram as redes, com diversos usuários citando que o fenômeno faria parte do desenvolvimento de novas armas hipersônicas, ou até mesmo uma nave extraterrestre camuflada, enquanto que outros acreditam que o objeto não passa de um meteoro entrando na atmosfera terrestre.


FONTE: Sputnik

Usina solar patrocinada por Bill Gates alcança potência inédita em sistema que pode levar energia para indústrias

Sistemas de energia solar comuns atingem até 600°C, temperatura insuficiente para alguns processos industriais. Especialista diz que tecnologia é promissora e pode ser aplicada no Brasil.

Usina de energia solar da Heliogen em Lancaster, na Califórnia — Foto: Reprodução/Heliogen


Uma empresa de energia solar patrocinada por Bill Gates conseguiu produzir energia solar térmica suficiente para atingir altas temperaturas, superando a marca de 1,5 mil graus Celsius. Até então, sistemas similares eram capazes de produzir calor de no máximo 600°C. As temperaturas elevadas permitem que a energia produzida seja usada para processos industriais.

O feito foi atingido pela Heliogen, empresa que é presidida pelo criador da Microsoft, na terça-feira (19). A usina, localizada em Lancaster, no estado americano da Califórnia, utiliza um sistema de espelhos que concentra a incidência dos raios de sol.


O principal objetivo é produzir calor suficiente para quebrar moléculas de água e assim produzir gás hidrogênio sem emitir poluentes. O hidrogênio é considerado chave para a transição mundial dos combustíveis fósseis para uma matriz energética limpa, segundo um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE) publicado em junho.

Energia solar térmica

O sistema usado pela Heliogen para chegar a altas temperaturas é muito diferente do utilizado por placas de energia solar.


As placas fotovoltaicas, que no Brasil viraram praticamente sinônimo de energia solar, criam energia elétrica a partir da diferença de potencial elétrico por ação da luminosidade solar.

Placas fotovoltaicas produzem energia elétrica — Foto: Michael Schwarzenberger/Pixabay


Já o sistema usado pela empresa Heliogen produz energia solar térmica, e não energia elétrica. Para isso, são usados espelhos para "concentrar" os raios solares. Esse equipamento transforma irradiação solar direta em energia térmica.

Espelhos usados pela usina da Heliogen para refletir a luz do Sol — Foto: Divulgação/Heliogen


Enquanto as placas fotovoltaicas são usadas em residências para diminuir o consumo da rede elétrica comum, as tecnologias de energia solar térmica têm mais usos fora de casa, embora sejam usadas para aquecer a água encanada em alguns países.

O brasileiro José Simões-Moreira, professora de engenharia da Poli-USP e chefe do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos (SISEA, na sigla em inglês), explica que usar o sistema empregado pela Heliogen não é novo, mas ainda é pouco utilizado em grande escala.


"Essa forma de energia solar concentrada ainda não tem sido explorada no Brasil e merece ser testada Há locais no país onde a incidência solar pode ser suficiente para esse tipo de projeto", explica o professor.

Sistema de espelhos da usina de energia solar térmica da Heliogen — Foto: Divulgação/Heliogen


Diferente das placas fotovoltaicas, os sistemas de espelhos precisam de incidência direta de sol, não apenas luminosidade, para funcionar.


"O que essa empresa está propondo de diferente é trabalhar com temperaturas mais elevadas, para levar a energia solar térmica para outros objetivos. É uma promessa que muitos outros grupos pelo mundo também estão apostando", avalia Simões-Moreira, da Poli.

Como funciona


Na usina da Heliogen na Califórnia, os raios de sol incidem sobre um sistema complexo de espelhos, cujas posições são controladas digitalmente. Esses espelhos direcionam os raios de sol para um mesmo ponto, localizado em uma torre receptora. Nessa torre chega um feixe de luz 1.200 vezes superior à luz do sol.

Torre receptora concentra feixe de luz equivalente a 1.200 sóis — Foto: Divulgação/Heliogen


É essa energia solar concentrada que é capaz de atingir altas temperaturas. O calor gerado pelo sistema, de até 1.500°C, é capaz de suprir necessidades de indústrias de cimento e aço, além de fornecer calor para processos usados por mineradoras e petroquímicas na separação de materiais.

Outra função do calor é transformar água em gás hidrogênio, um poderoso combustível limpo que promete ser o segredo para o desenvolvimento sustentável.

"É uma rota muito promissora porque o gás hidrogênio pode ser obtido a partir da própria água. Depois, usando as chamadas células de combustível, você transforma esse hidrogênio em eletricidade", explica Simões-Moreira, da Poli-USP.


 Além do hidrogênio, o processo também produz vapor de água, subproduto que pode ser aproveitado para calefação, segundo o professor.

O hidrogênio produzido a partir da energia verde ainda é caro. No entanto, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que seus custos de produção poderiam diminuir em 30% até o final de 2030.

Hoje, o hidrogênio é produzido quase inteiramente com base em gás e carvão, o que provoca a emissão de 830 milhões toneladas de CO2 por ano. Esse total equivale às emissões combinadas de Reino Unido e Indonésia.


FONTE: G1

Físicos dizem ter evidências da 'quinta força elemental' da natureza



Pesquisadores na Hungria encontraram evidências da existência de uma quinta partícula fundamental, um bóson, que pode nos ajudar a explicar mistérios do universo como a matéria escura

Nosso universo é regido por quatro forças elementais: eletromagnetismo, gravidade e as forças nucleares forte e fraca. Elas são associadas a partículas fundamentais, os bósons: fótons para o eletromagnetismo, gravitons (ainda não detectados) para a gravidade, gluons para a força nuclear forte e W e Z para a força nuclear fraca.

Mas uma equipe de físicos do Instituto Nuclear da Hungria, liderada por Attila Krasznahorkay, encontrou evidências de uma quinta força, até então desconhecida, que pode nos ajudar a entender mistérios do universo como a matéria escura, uma forma de matéria que não interage com a matéria comum, que compõe tudo o que conhecemos, nem consigo mesma, a não ser gravitacionalmente.

Em 2016 a equipe de Attila estava analisando o decaimento de um núcleo de Berílio-8, que emite luz. Esta luz deveria se transformar em um elétron e um pósitron, que se repelem em um ângulo previsível. Entretanto, ao analisar os resultados, os pesquisadores notaram uma quantidade inesperada de elétrons e pósitrons se separando a um ângulo de 140 graus.

Tal desvio poderia ser explicado pela presença de uma nova partícula fundamental, um bóson, até então desconhecida. Ela teria massa de 17 megaelectronvolts (33 vezes a de um elétron), e uma vida média de 10-14 segundos.

Após publicar seus resultados a equipe decidiu estudar as mudanças de estado de núcleos de hélio. Novamente, encontraram evidências de pósitrons e elétrons se separando em um ângulo inesperado, desta vez 115 graus. O que seria correto se o núcleo de hélio tivesse produzido um bóson com massa de 17 megaelectronvolts.

A nova partícula está sendo chamada temporariamente de X17. Os novos resultados ainda não foram analisados pela comunidade científica, mas se não forem causados por algum tipo de ilusão ou erro experimental, apontam para uma nova força da natureza capaz de interagir com nêutrons, e que em nada se parece com as quatro que conhecemos.

A interação gravitacional da matéria escura com nosso universo é um dos maiores mistérios da física na atualidade, e uma partícula fundamental completamente nova poderia ser a solução para muitas perguntas ainda sem resposta.





segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Como a nave espacial mais veterana cruzou a fronteira solar

'Voyager 2', que foi lançada há 42 anos, chegou no ano passado ao limite da bolha magnética que rodeia o sistema solar. Agora são divulgados os resultados de suas observações

Recriação da entrada das Voyager 1 e 2 no meio interestelar. NASA/JPL

A nave Voyager 2 está viajando pelo espaço interestelar há um ano. Em 5 de novembro de 2018, após 41 anos de viagem, quando estava a uma distância de 18 bilhões de quilômetros da Terra, seus sensores registraram uma espécie de salto. A sonda passou de estar envolvida pelo plasma mais quente e tênue gerado pelo vento solar para o mais frio e denso que banha o que está além. Embora o marco já tenha sido anunciado na época, nesta segunda-feira a revista Nature Astronomy publica uma série de artigos que descrevem em detalhes essa etapa histórica.

Em agosto de 2012, a Voyager 1 foi a primeira nave a passar pela heliosfera, uma bolha magnética que envolve o sistema solar, em sua jornada pela Via Láctea. Suas medidas não foram tão precisas quanto as oferecidas agora por sua irmã gêmea porque seu detector de plasma tinha ficado avariado em 1980. Os artigos publicados pela revista mostram que, antes de atingir o limite da heliosfera, há uma região de fronteira maior que a distância que separa a Terra do Sol. Depois dessa área em que o plasma diminui, esquenta e é mais denso, surge uma última fronteira mais fina, que a nave superou em menos de um dia, na qual o campo magnético é mais intenso. Então, começa o meio interestelar.

"Do ponto de vista histórico, a velha ideia de que o vento solar se extinguiria à medida que você entra no espaço interestelar não é verdadeira", diz Don Gurnett, professor da Universidade de Iowa (EUA) e coautor de um dos os estudos publicados na Nature Astronomy. “Com a Voyager 2, e antes com a Voyager 1, vimos que há uma fronteira clara. É impressionante como os fluidos, incluindo os plasmas, formam esses limites bem definidos”, acrescenta.
A Voyager 1 deixou a heliosfera a uma distância de 122 unidades astronômicas do Sol (uma unidade astronômica equivale à distância que separa o Sol da Terra) e a Voyager 2, lançada alguns dias antes, e que é a sonda ativa mais veterana da exploração espacial, até 119 unidades. Apesar de serem as sondas que se encontram mais distantes da Terra, e que nenhuma outra chegará lá em pelo menos 25 anos, não se pode dizer que nenhuma deles tenha deixado o sistema solar. A NASA lembrou certa vez o quanto duas missões mais longevas estão distantes de alcançar esse marco. Essa fronteira, marcada pela influência gravitacional de nossa estrela, está localizada na borda externa da Nuvem de Oort, uma região gigantesca de objetos gelados que começa a cerca de 1.000 unidades astronômicas do Sol e se estende até as 100.000. As Voyager precisarão de mais 300 anos somente para chegar lá e, a essa altura, seu combustível nuclear estará esgotado há séculos.

Agora, os cientistas tentarão extrair o máximo de informações que as Voyager 1 e 2 continuam a enviar em sua viagem pelo meio interestelar. Essas duas missões, que transportam a bordo informações da civilização terrestre, para o caso de algum dia encontrarem alienígenas inteligentes, são as únicas que coletaram informações no terreno para reconstruir a estrutura da fronteira solar. Essas informações serão complementadas com observações de outras, como a sonda IBEX (Explorador da Fronteira Interstellar, na sigla em inglês), que estuda a região a partir da órbita da Terra, e a IMAP (Sonda de Aceleração e Cartografia Interestelar), cujo lançamento está previsto para 2024.



FONTE: EL PAÍS

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O duelo de Gorman (1948)

Ocorreu em 1º de outubro de 1948, nos céus de Fargo, Dakota do Norte , e envolveu George F. Gorman, um piloto da Guarda Nacional Aérea de Dakota do Norte . O capitão da USAF Edward J. Ruppelt escreveu em seu best-seller e influente The Report on Unidentified Flying Objects que o Gorman Dogfight foi um dos três incidentes "clássicos" de OVNIs em 1948 que "provaram aos especialistas em inteligência da [Força Aérea] que os OVNIs eram reais". com o encontro de OVNIs de Chiles-Whitted e o incidente de OVNI de Mantell . No entanto, em 1949, a Força Aérea dos EUA concluiu que o Gorman Dogfight havia sido causado por um balão meteorológico aceso.


Localização de Fargo, Dakota do Norte. Foto: Wikipédia


Embora tivesse apenas 25 anos quando o incidente ocorreu, George Gorman era um piloto de caça veterano da Segunda Guerra Mundial .  Após a guerra, ele se tornou gerente de uma empresa de construção; ele também serviu como segundo tenente na Guarda Nacional de Dakota do Norte.

Em 1º de outubro de 1948, ele estava participando de um voo de cross-country com outros pilotos da Guarda Nacional; ele estava pilotando um Mustang P-51 . Seu vôo chegou a Fargo aproximadamente às 20h30. Embora os outros pilotos tenham decidido pousar no aeroporto Hector de Fargo , por causa das condições claras e sem nuvens, Gorman decidiu entrar em um período noturno e ficou no ar. Por volta das 21h, ele sobrevoou um estádio de futebol onde estava sendo realizado um jogo de futebol da escola. Ele notou um pequeno avião da Piper Cub voando uns 500 pés abaixo dele; caso contrário, o céu parecia claro.

O North American Aviation P-51 Mustang foi um caça norte-americano de longo alcance com motor a pistão, usado na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia e outros conflitos. Foto: Wikipédia

O Piper J-3 Cub é um avião monomotor que foi construído entre 1937 e 1947 pela norte-americana Piper Aircraft. Com assentos em tandem, seu projeto inicial era de uma aeronave para treinamento civil, mas se tornou um dos mais populares aviões leves de todos os tempos. Sua simplicidade, acessibilidade e popularidade é comparada ao sucesso do Ford Model T.
A pintura padrão da aeronave, na cor amarela, se tornou conhecida como Cub Yellow ou Lock Haven Yellow. Foto: Wikipédia


Logo depois que ele notou o Piper Cub, Gorman viu outro objeto a oeste. Quando procurou o contorno de uma asa ou fuselagem, não conseguiu ver nenhum; isso contrastava com o Piper Cub, cujo contorno era claramente visível.  

O objeto parecia ser uma luz piscando. Às 21h07, Gorman entrou em contato com a torre de controle do Aeroporto Hector, em Fargo, e perguntou se havia algum tráfego aéreo na área além do P-51 e do Piper Cub. A torre respondeu que não, e entrou em contato com o piloto da Piper Cub, Dr. AD Cannon. Cannon e seu passageiro responderam que também podiam ver um objeto iluminado a oeste.

Gorman disse à torre que iria perseguir o objeto para determinar sua identidade. Ele moveu seu Mustang para a potência máxima (350 a 400 MPH), mas logo percebeu que o objeto estava indo rápido demais para ele pegá-lo em uma corrida reta.  Em vez disso, ele tentou cortar o objeto por turnos. 

Ele virou à direita e aproximou-se do objeto a 5.000 pés; o objeto voou sobre seu avião a uma distância de cerca de 500 pés. Gorman descreveu o objeto como uma simples "bola de luz" com cerca de 15 a 20 cm de diâmetro. 

Ele também observou mais tarde que quando o objeto aumentava sua velocidade, ele parou de piscar e ficou mais brilhante.

Após sua quase colisão, Gorman perdeu de vista o objeto; quando o viu novamente, parecia ter feito uma curva de 180 graus e estava vindo para ele novamente. O objeto então fez uma subida vertical repentina; Gorman seguiu o objeto em sua própria subida íngreme. A 14.000 pés, seu P-51 parou ; o objeto ainda estava 2.000 pés acima dele.  

Gorman fez mais duas tentativas de se aproximar do objeto, sem sucesso. Parecia fazer outro passe frontal, mas parou antes de se aproximar de seu lutador.  
A essa altura, o objeto havia se movido sobre o aeroporto de Fargo. 

Na torre de controle, o controlador de tráfego aéreo, LD Jensen, visualizava o objeto através de binóculos, mas não via forma ou forma ao redor da luz. A ele se juntaram o Dr. Cannon e seu passageiro do Piper Cub; eles pousaram e foram até a torre de controle para ter uma melhor visão do objeto. 

Gorman continuou a seguir o objeto até chegar a aproximadamente 40 quilômetros a sudoeste de Fargo. A 14.000 pés, ele observou a luz a 11.000 pés; ele então mergulhou no objeto com força total. No entanto, o objeto fez uma subida vertical. Gorman tentou prosseguir, mas viu o objeto sair do alcance visual. Nesse ponto, ele interrompeu a perseguição; eram 21h27.  Ele voou de volta ao aeroporto Hector de Fargo.

Em 23 de outubro de 1948, Gorman fez um relato juramentado do incidente aos investigadores. Sua declaração foi frequentemente impressa nos próximos anos em vários livros e documentários sobre OVNIs. A declaração dizia:

Estou convencido de que havia um pensamento definido por trás de suas manobras. Estou ainda mais convencido de que o objeto foi governado pelas leis da inércia porque sua aceleração foi rápida, mas não imediata e, embora tenha sido capaz de se tornar bastante apertado a uma velocidade considerável, ainda seguia uma curva natural. Quando tentei me virar com o objeto, apaguei temporariamente devido à velocidade excessiva. Estou em boas condições físicas e não acredito que existam muitos pilotos que possam suportar a curva e a velocidade afetadas pelo objeto e que permaneçam conscientes. O objeto não era apenas capaz de acelerar e acelerar minha aeronave ... mas era capaz de alcançar uma subida muito mais íngreme e era capaz de manter uma taxa constante de subida muito além da minha aeronave. 



Investigação

Em poucas horas, oficiais do Projeto Sign chegaram para interrogar Gorman e as outras testemunhas. O Projeto Sign foi criado pela Força Aérea dos EUA no final de 1947 para investigar relatórios de OVNIs. Os policiais entrevistaram Gorman, Dr. Cannon e seu passageiro, e o pessoal da torre de controle no aeroporto de Fargo. 

Os policiais também checaram o P-51 Mustang de Gorman com um contador Geiger em busca de radiação. Eles descobriram que seu Mustang era mensurável mais radioativo do que outros caças que não voavam há vários dias; isso foi tomado como evidência de que Gorman havia voado perto de um objeto "de energia atômica".  

Os investigadores da Força Aérea também descartaram a possibilidade de o objeto iluminado ser "outra aeronave, o Canadian Vampire.caças a jato, ou um balão meteorológico. "  Sua conclusão inicial, escreve Curtis Peebles , historiador de OVNIs , foi" que algo notável ocorreu "a Gorman nos céus acima de Fargo.

No entanto, uma investigação mais aprofundada pelo pessoal do Project Sign logo revelou falhas nas evidências.

Um avião voando alto na atmosfera da Terra é menos protegido da radiação do que um no nível do solo, portanto as leituras dos contadores Geiger foram consideradas evidências inválidas por afirmar que o objeto iluminado era movido a energia atômica.

 Além disso, o Air Weather Service revelou que em 1º de outubro lançou um balão meteorológico aceso de Fargo às 20h50. Às 21h, o balão estaria na área em que Gorman e os passageiros do Piper Cub viram pela primeira vez o objeto iluminado. 

Os investigadores do Project Sign também acreditavam que os movimentos incríveis do objeto eram devidos às manobras de Gorman enquanto ele perseguia a luz - as manobras do objeto eram uma ilusão provocada pelos movimentos do lutador de Gorman. 

Os investigadores também acreditavam que, quando o balão meteorológico desapareceu, Gorman passou a acreditar que o planeta Júpiter era o OVNI e, portanto, Gorman estava perseguindo o planeta enquanto voava para o sul de Fargo antes de dar e voltando à terra. No início de 1949, o caso Gorman foi rotulado pelo Project Sign e seus sucessores, Project Grudge e Project Blue Book , como sendo causado por um balão meteorológico aceso. 


Rescaldo

A briga de cães Gorman recebeu ampla publicidade nacional e ajudou a alimentar a onda de relatórios de OVNIs no final dos anos quarenta.  

Embora alguns pesquisadores de OVNIs, como o Dr. James E. McDonald , físico da Universidade do Arizona , e o major aposentado do Corpo de Fuzileiros dos EUA Donald Keyhoe, discordassem das conclusões da Força Aérea e continuassem a considerar o caso como não resolvido.

Os pesquisadores de OVNIs concordaram com as conclusões do Projeto Sign no caso. Como escreve o historiador de OVNIs Jerome Clark, "diferente de algumas possíveis soluções da Força Aérea, essa parece plausível" e que, em sua opinião, "Depois do incidente de Mantello avistamento de Gorman pode ser o relatório OVNI mais superestimado da história inicial do fenômeno ". 







FONTE DO TEXTO: Wikepédia

VÍDEO: Project BLUE BOOK part 01 legendado - filmes & séries pg - YouTube

FOTOS: Wikipédia

Operação Paperclip

Werner von Braun foi um dos famosos cientistas alemães que foram trabalhar nos Estados Unidos depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Foto: Wikipédia


"Alemanha Nazista" ("Terceiro Reich") é o nome que se dá ao período do governo que se dá ao período do governo na Alemanha de 1933 a 1945 sob a liderança de Adolf Hitler, que presidia o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Em alemão, o nome do partido era Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP).

 "Nazista" é uma forma reduzida, em português, de "Nationalsozialistische" ("Socialismo Nacional"). No Brasil, o partido se tornou mais conhecido como "Partido Nazista" ou "Partido Nazista Alemão". 

Hitler (1889-1945) se tornou chanceler e ditador alemão conhecido por suas teses racistas e principalmente anti-semitas. Documentos apresentados durante o Julgamento de Nuremberg indicam que judeus, testemunhas de Jeová, deficientes físicos, homossexuais, eslavos, poloneses, homossexuais e deficientes mentais foram perseguidos e mortos por ordem de Hitler durante o período historicamente conhecido como "Holocausto". 

Esta foi uma das principais causas do maior conflito armado do século XX, a Segunda Guerra Mundial. 

A Alemanha, a Itália governada pelo regime fascista de Benito Mussolini e o Japão governado pelo imperador Hiroito, formavam o grupo que ficou conhecido como "o Eixo", que foi derrotado pela intervenção dos Países Aliados (ou "Forças Aliadas"), grupo liderado pelos Estados Unidos, do qual o Brasil fez parte através das ações da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A guerra acarretou as mortes de aproximadamente 70 milhões de pessoas e terminou em 1945 com o Eixo sendo derrotado (*). Com isto, muitos cientistas alemães que antes atuavam em seu próprio país foram viver e trabalhar em outros países, principalmente nos Estados Unidos. Um dos que mais se destacaram nos Estados Unidos foi Werner von Braun. 

O Foguete Saturno 5que levou ao espaço a nave Apollo 11. Que levou os primeiros astronautas a pisarem na Lua, em 1969, sendo lançado por um VLD. Foto: Wikipédia


Wernet Magnus Maximiliam von Braun (1912-1977) era um cientista especializado em engenharia que se destacou por suas atividades em desenvolvimento de foguetes. Nos Estados Unidos, foi um dos principais responsáveis pelos avanços tecnológicos para a realização de viagens espaciais. Foi o líder do projeto que resultou na realização do Aggregat 4, o primeiro foguete de grande porte movido a combustível líquido do mundo. Também teve importante participação nas criação de veículos lançadores - ou "veículos de lançamento descartável" (VLD) - das missões da NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço).

Essa mudança dos cientistas alemães para os Estados Unidos ficou conhecida como "Operação Clipe de Papel". Os cientistas não foram os únicos a deixar seu país de origem: o mesmo ocorreu com  vários líderes nazistas. Muitos deles sumiram, e nunca mais foram encontrados. É aí que começam as polêmicas e os mistérios. 

Pouco tempo depois do fim da guerra, em 16 de julho de 1945 um grupo de cientistas americanos liderados por Robert Openheimer desenvolveu uma pesquisa numa região conhecida como "Zona da Morte", no estado do Novo México, Estados Unidos. Foi quando o Exército dos Estados Unidos detonou a primeira bomba atômica (bomba A). Aí surgiram perguntas consideradas como não respondidas satisfatoriamente até hoje: 

- Por que os cientistas alemães, que então demonstravam ser capazes dessas realizações, não desenvolveram essa tecnologia antes em seu próprio país?

- Como os americanos descobriram tão rapidamente o poder de destruição da bomba A?

Alguns pesquisadores do assunto dizem que cientistas americanos tiveram acesso a textos antigos que estavam em poder dos nazistas. Esses textos continham informações sobre armas nucleares e naves espaciais supostamente provenientes de outros planetas. Ficção científica? Talvez não. Historicamente, é conhecido o fato de que nazistas alemães já haviam encontrado e traduzido antigos textos da Índia que faziam referências a coisas que, vistas com os olhos de um leitor atual, podem ser interpretadas como "discos voadores" e outros artefatos de origem possivelmente alienígena.

Talvez essa interpretação não seja vista como fantasiosa ou exagerada se considerarmos as "coincidências" surgidas a partir de então. Em 20 de julho de 1969, astronautas americanos pisaram na superfície da Lua e caminharam sobre ela. Eles foram levados até lá pela Apollo 11, a quinta missão tripulada do Programa Apollo.

 "Apollo" é o nome, em inglês, do antigo deus greco-romano Apolo, o qual era venerado como o deus da beleza mas também representava "a luz da verdade". É isto apenas uma coincidência?

A nave Apollo 11 foi levada ao espaço pelo foguete Saturno 5, que foi lançado por um veículo de lançamento descartável (VLD). Isto também é só uma coincidência? 

Por que os projetos espaciais e nucleares idealizados por Hitler fracassaram na Alemanha mas obtiveram resultados positivos nos Estados Unidos, se os cientistas que trabalharam em ambos os casos foram os mesmos? 

O debate evolui, as polêmicas aumentam e fazem surgir novas perguntas como se as que ainda não obtiveram respostas não bastassem.